Famílias Sanchez e Gomez - Família Soares - De Castilla-La Mancha para o Brasil! Venha conosco conhecer esta história...

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Famílias Sanchez e Gomez

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Imigrantes Espanhóis

Famílias Sanchez e Gomez

Um dos integrantes da família Sanchez que residia provavelmente na cidade de Mohedas de la Jara, localizada na Província de Toledo, Região de Castilla-La Mancha, imigrou para o Brasil no ano de 1913, partindo do porto de Gibraltar em 27/10/1913 no navio Italie, desembarcando no porto de Santos/SP em 13/11/1913. Este imigrante era nosso bisavô paterno Matías Sanchez Juarez (38 anos - nascido em 1875), juntamente com sua esposa Paula Gomez Lopez (nossa bisavó paterna - 33 anos – nascida em 1880) e os filhos Adelaida (09 anos), Jesús (nosso avô paterno - 08 anos), Otilia (06 anos), Marina (04 anos) e Engracia (03 anos).


Matías Sanchez Juarez

Após a chegada ao Brasil, nossos bisavós foram residir e trabalhar em uma fazenda localizada na cidade de Ribeirão Bonito/SP, sendo que posteriormente a família transferiu residência para uma fazenda localizada na cidade de Dourado/SP, provavelmente próxima de uma localidade chamada Bebedouro, cidade na qual residiram por vários anos. As primeiras referências encontradas sobre a cidade de Dourado/SP datam de 1856 e estão registradas em um livro dos antigos Registros Paroquiais de Terras (Livro nº 20 - Freguesia de Brotas). Em 1876 o então Bairro São João Baptista de Dourado possuía uma capela onde eram oficializados batizados, casamentos e óbitos da região, região esta onde se praticava a agricultura de subsistência. Era uma região de terra roxa muito fértil (rica em rocha basáltica decomposta, chamada de terra roxa devido a sua coloração), o que possibilitou a introdução da cafeicultura e a formação de grandes fazendas cafeeiras. Com a abolição da escravatura no Brasil em 1888 e a chegada dos imigrantes para trabalharem nas lavouras cafeeiras, a região atingiu seu apogeu. Em 1897 o antigo bairro foi elevado a categoria de município, passando a chamar-se somente Dourado. A cidade acelerou seu crescimento em torno de uma estação ferroviária de mesmo nome inaugurada no final de 1900, originalmente construída pela Cia. E. F. do Dourado e posteriormente adquirida pela Cia. Paulista de Estradas de Ferro. Segundo informações, nossos bisavós Matías e Paula faleceram na cidade de Dourado/SP, onde estariam sepultados.

Nosso avô Jesús Sanchez Gomez nasceu em 1905 provavelmente na cidade de Mohedas de la Jara e casou-se com Maximilia Nunes dos Santos (nossa avó paterna) em #### na cidade de Dourado/SP, cidade na qual residiram por vários anos. O casal teve os filhos Jesus, João, Matias, Alcides, Iracema, Nadir, Abigail e Ezio. Em meados de 1949 nossos avós transferiram residência para o Estado do Paraná, onde residiram em uma fazenda na localidade Água das Abóboras, localizada na cidade de Ibiporã/PR, região na qual nasceu a filha Maria Paula. Posteriormente a família transferiu residência para a fazenda Nossa Senhora Aparecida, localizada entre as cidades de Londrina/PR e Ibiporâ/PR. Nossos avós residiram também na fazenda São Manoel que localizava-se a 5 km da cidade de Londrina/PR e em meados de 1950 transferiram residência para uma fazenda na localidade Água da Arara, localizada na cidade de Primeiro de Maio/PR. Em 1955 nossos avós e família transferiram residência para a cidade de Jundiaí/SP (exceto o filho Matias, casado na ocasião, que juntamente com a família de seu sogro foram residir na cidade de Adamantina/SP) onde residiram por muitos anos na rua Adriano Borgonovi, Vila Aparecida. Nossos avós Jesús e Maximilia faleceram em 1981 e 1988 respectivamente, ambos na cidade de Jundiaí/SP, onde estão sepultados.

Com relação a informações sobre os irmãos de noss
o avô Jesús, relatamos abaixo o que obtivemos até o presente momento. Gostaríamos que as pessoas que souberem um pouco da história destas famílias e de seus descendentes, entrassem em contato conosco para fornecer-nos maiores detalhes, pois possuímos poucas informações a respeito destes nossos antepassados.

Adelaida Sanchez Gomez - Primogênita da família, nascida em 1904 provavelmente na cidade de Mohedas de la Jara. Não possuímos maiores informações até o presente momento.

Otilia Sanchez Gomez - Nascida em 1906 provavelmente na cidade de Mohedas de la Jara. Não possuímos maiores informações até o presente momento.

Marina Sanchez Gomez - Nascida em 1908 provavelmente na cidade de Mohedas de la Jara. Não possuímos maiores informações até o presente momento.

Engracia Sanchez Gomez - Nascida em 1910 provavelmente na cidade de Mohedas de la Jara. Não possuímos maiores informações até o presente momento.




Dourado: vista da rua Dr. Marques Ferreira em dia de procissão (http://douradocidadeonline.blogspot.com.br)



Notas:

Gostaríamos de deixar registrados alguns comentários com relação à regra de sobrenomes espanhóis. Na Espanha primeiramente considera-se o sobrenome paterno (que é repassado aos descendentes) e depois o sobrenome materno (que é perdido a cada geração). Essa regra é justamente inversa a regra brasileira, em que primeiro aparece o sobrenome materno e depois o paterno. Por exemplo, nosso bisavô paterno espanhol chamava-se Matías Sanchez Juarez e sua esposa, também espanhola, chamava-se Paula Gomez Lopez, os sobrenomes dados a nosso avô paterno Jesús e suas irmãs (todos nascidos na Espanha) foram Sanchez (pelo pai) e Gomez (pela mãe), sendo seu nome completo Jesús Sanchez Gomez. Porem aqui no Brasil, o nome de nosso avô sofreu distorções passando inicialmente para Jesús Sanchez "Suarez" Gomez (o referido sobrenome não deveria ter sido agregado, sendo que além de agreagado incorretamente, foi grafado incorretamente como "Suarez" ao invés de Juarez). A segunda distorção ocorreu na ocasião do nascimento de seus filhos, pois nosso avô no ato do registro civil dos mesmos deveria ter repassado para eles somente o sobrenome Sanchez (pertencente a linha paterna, conforme regra brasileira), porém repassou para todos Sanchez "Suarez", que após processo de aportuguesamento transformou-se em Sanches Soares... Esta é a origem da família Soares, que na realidade deveria ser família Sanchez.

Durante nossas pesquisas, encontramos uma publicação intitulada Almanaque de Ribeirão Bonito (Anno I - 1907) dos autores Gustavo de Suckow e J. V. Guimarães, que traz em seu capítulo Notícia Histórica de Ribeirão Bonito (pág. 13) uma introdução dos autores sobre a dificuldade encontrada para a obtenção de informações nas pesquisas realizadas na década de 1900 e o impacto no trabalho realizado. Ao lermos este texto, automaticamente identificamos as mesmas dificuldades que encontramos nas pesquisas que realizamos para elaboração deste site, mais de 100 anos depois. Abaixo segue a transcrição original do texto encontrado no referido almanaque:


Fazer a narração, embora succinta, dos factos culminantes occorridos, desde os primordios, em uma localidade que já conta bons annos de existencia, não é tarefa assim tão fácil como talvez pareça à primeira vista.

O archivo municipal, o livro do tombo da parochia e os archivos forenses poucos dados exactos nos fornecem.

Tivemos de recorrer à tradição oral, ouvindo, principalmente no que respeita aos primitivos tempos da villa, a alguns anciãos que assitiram à sua fundação e que, desde esse tempo até os dias que correm, hão collaborado proficuamenta na obra de seu engrandecimento.

É possivel, portanto, que o presente trabalho se resinta de lacunas. A critica que as aponte, para que em futuras edições, possa elle, bastante augmentado e melhorado, constituir os <annaes> d'esta terra, que o autor procurou para arena de sua actividade, e que tão fidalgamente o recebeu e acolheu.

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